Enquanto vendas de elétricos patinam, Mercedes-Benz lança caminhão com autonomia de até 500 km

A introdução da propulsão elétrica registra indicadores favoráveis de inserção nos segmentos de automóveis de passeio e utilitários leves. No mercado de veículos pesados, por outro lado, caminhões elétricos encontram resistência técnica e logística para expandir sua operação de forma viável.

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Contudo, essa questão não parece ter atrapalhado o planejamento estratégico da Mercedes-Benz, que escolheu justamente o evento exclusivo que organiza nas vésperas da abertura do Salão de Hannover para fazer a revelação global de sua nova aposta para liderar a frota pesada de emissão zero.

Trata-se do eActros Lowliner, um caminhão elétrico inovador voltado ao transporte de grandes volumes que será oferecido em duas versões, diferenciadas pelas características de seus conjuntos de baterias.

A configuração inicial atende pelo nome comercial de eActros 400 Lowliner. O modelo vem equipado com quatro módulos de bateria que geram 414 kWh de capacidade total, se destacando como uma opção ideal para rotas logísticas intermunicipais.

Já o grande destaque da nova linha de pesados da Mercedes é o eActros 600 Lowliner, que carrega em seu chassi três conjuntos de baterias de alta densidade que totalizam 621 kWh de capacidade. Com esse arranjo, a autonomia prevista para a configuração é de até 500 quilômetros com apenas uma recarga.

Caminhão elétrico da Mercedes será lançado mesmo com entraves

A Mercedes confirmou que o plano de inserção comercial do eActros Lowliner terá início imediato no continente europeu, uma vez que a abertura das vendas foi programada para o fim de setembro. Porém, a empresa também reconheceu que enfrentará obstáculos na jornada.

Em uma análise realista do setor, a diretoria da Daimler Truck, o conglomerado que controla a montadora, apontou que gargalos estruturais como a falta de infraestrutura de recarga e a escassez de incentivos locais continuam sabotando o crescimento dos caminhões elétricos em solo europeu.

Apesar disso, a CEO da empresa, Karin Radström mantém o otimismo em alta, ainda mais por afirmar estar mantendo contato frequente com o parlamento europeu na tentativa de destravar as leis e os investimentos necessários.

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